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0 Ensinando o cão a fazer as necessidades no lugar certo


Aqui vai um guia geral para ensinar o cão a fazer suas necessidades no lugar certo - o que não é difícil, embora possa exigir um pouco mais de tempo e paciência se ele for adulto e acabar de chegar de outra casa ou mesmo da rua.

O lugar certo

Primeira coisa: designar o local - ou locais, se a casa for grande - onde o peludo deverá se aliviar. De preferência, deve ser demarcado com jornal, tapetinho higiênico ou outra coisa que absorva o xixi, mas de tamanho adequado ao porte do peludo - e o mais longe possível do local onde ficarão os pratinhos de ração e água. Se for o caso, um trecho da grama do jardim também serve. Obviamente, não se esqueça de limpar o local ao menos uma vez por dia.
O especialista em comportamento animal Alexandre Rossi lembra que o cão costuma fazer cocô e xixi em três momentos: logo que acorda (sozinho ou despertado por outros), logo após comer e logo antes de descansar; e os primeiros sinais que o cão dá quando quer se aliviar são ficar cheirando os cantos, afastar-se, rodopiar e abrir levemente as patas.
Se você perceber algum destes sinais, pegue o filhotinho no colo e leve-o ao "banheirinho" dele. Não o deixe sozinho lá, espere até ele fazer as necessidades e então recompense-o com carinho e um petisco - assim ele aprenderá que se fizer cocô e xixi no lugar certo ele receberá algo de que gosta, ou seja, um prêmio.
Não tente apressar a natureza dando o petisco ao cão antes de ele terminar - afinal de contas, quem é que gosta de ser perturbado quando está concentrado no banheiro? Se após algum tempo - não tanto tempo assim, apenas cerca de dois minutos - o cão não tiver feito nada, não force: leve-o para longe do banheirinho e espere mais um pouco ou até o cão der sinais de que deseja se aliviar.
Nem pense em deixar o cão sozinho ou repreendê-lo no banheiro, para evitar que ele associe o local a coisas desagradáveis como solidão ou broncas e não queira mais voltar para lá. Não nos esqueçamos de que os cães pensam em termos de associar atividades a prazer ou desprazer. Ao se sentirem aliviados após fazer cocô e xixi, alguns peludos poderão associar o banheirinho a conforto e prazer e usá-lo como caminha. Para evitar isso, limite a motivação ao petisco, sem trazer um monte de brinquedos - o que funciona com crianças humanas, mas não com caninas.

O lugar errado

Imediatamente após o cão ameaçar fazer cocô ou xixi onde não deve, pegue-o no colo e leve-o ao banheiro e recompense-o logo que ele se aliviar. Procure estar atento para puni-lo imediatamente após ele usar algum local menos apropriado.
Note que eu disse e repeti "imediatamente", para o peludo entender a relação entre erro e castigo. O ideal é preferir recompensar o canino quando ele acertar a castigá-lo quando errar - e o dono só deve castigá-lo quando tiver absoluta certeza de que o bicho está maduro o suficiente para entender.
O castigo deve ser adequado, limitado a um "não!" ou algum som desagradável para o cão, deixando claro que você, líder da "matilha", não gostou do que ele fez. Espero que tenha acabado de vez o costume, tão popular em outras eras, de se esfregar o focinho do bicho no que ele acabou de fazer.
Sob comando
Uma alternativa é ensinar o cão a se aliviar sob comando, o que ajuda se, por exemplo, você precisar de amostras urgentes para exames veterinários ou quando vocês estiverem muito longe de casa e o bicho estiver inseguro quanto a onde se aliviar - afinal, você já o ensinou ele será punido se fizer cocô e xixi onde não pode, mas onde é que ele pode? - ou simplesmente se começar a chover justamente quando vocês estiverem em pleno passeio.
É simples: quando o canino estiver perto de um local que possa usar, dê-lhe o comando e recompense-o quando ele obedecer. Não é preciso usar palavras óbvias como "cocô!" ou "xixi!", mas o comando deve ser suficientemente diferente dos outros comandos.
Basta alguma paciência por parte do dono, pois este comando pode levar até uns três meses para ser totalmente assimilado - e, pensando bem, é melhor você passar três meses treinando seu peludo do que ele suportar as oito horas pelas quais um cão, em média, consegue segurar tudo.
Fora de casa
É mais fácil lidar com cães que fazem cocô na rua que com muitos humanos que ainda confundem sarjeta com lixeira. Para começar, não se deve acostumar o peludo a se aliviar somente na rua: além da sujeira resultante e nem sempre fácil de limpar, ele se habituaria a se aliviar somente quando saísse, ou seja, com acompanhamento de alguém humano.
Se vocês moram em apartamento, pode-se reservar um cantinho na garagem ou área de serviço, obviamente delimitado com jornal e sempre mantido limpo pelo dono. O ideal é sair com ele à rua logo após ele se aliviar.
Como dissemos, será útil se o cão for treinado para fazer as necessidades sob comando. Nunca se esqueça de levar pazinha ou, pelo menos, saquinho - afinal, pelo menos aqui em São Paulo, pipi-dogs são ainda mais raros que lixeiras.
...E por que o cão às vezes come cocô?
Lembremos também que, por mais que amemos nossos caninos, eles continuam sendo caninos e sem os mesmos parâmetros humanos de bom gosto. (Por sinal, nem vou discutir com quem gosta de escargots ou buchada de bode, e há certos alimentos humanos que nem os humanos deveriam comer.) Se alguns cães ingerem vômito ou cocô, o mais urgente é procurarmos saber o porquê. E pode haver vários porquês.
Um deles pode ser a falta de um "pai" ou "mãe" presente: muitas vezes alguém se esquece de repor a ração do canino e ele simplesmente se vira comendo o que encontra, ou ele se sente sozinho e quer chamar atenção. Ele pode também se servir das fezes de outros animais ao sentir pelo cheiro a presença de nutrientes (é claro que ele "sabe" disso por instinto) que sua própria ração pode não ter; vermes são outro fator que pode levar o cão a comer de tudo.
Há também cães que, se tiverem levado muita bronca por fazerem o número dois onde não devem, devoram o cocô para sumir com a "prova do crime" e escaparem de mais bronca. Motivo parecido pode levar um pai ou mãe canina a comer fezes ou vômito de seus filhotes, visando destruir provas da presença deles e assim protegê-los contra predadores. Enfim, descoberta a causa, bastará removê-la.
Enfim, o asseio é parte da posse responsável e da boa saúde e conforto do cão. Ninguém irá chamá-lo de "porcalhão" - mesmo porque o injustiçado porco só virou sinônimo de "sujo" pela convivência com donos pouco limpos! 

Por Ayrton Mugnaini Jr., especial para o Yahoo! Brasil (Yahoo Posts)
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